O Programa de Residência em Análise do Comportamento Aplicado (ABA), desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) e pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem fortalecido a qualificação profissional e ampliado o acesso ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Sistema Único de Saúde (SUS).
As residentes Rayana Farah Oliveira, Jennifer Lopes e Maria Eduarda Silva Melo participaram do Congresso Rede Unida, em São Luís, onde compartilharam experiências sobre os impactos do programa na formação de profissionais especializados. Durante a roda de conversa, elas destacaram como a iniciativa contribui para a qualificação de intervenções baseadas em evidências científicas, beneficiando diretamente as famílias que aguardam atendimento especializado.
A coordenadora do projeto pela Fapema, Nilze Dias, ressaltou que o programa alia ensino, pesquisa e assistência, ajudando a reduzir a fila de espera por atendimento e garantindo maior acesso aos serviços de saúde. Atualmente, 15 residentes estão em formação técnica intensiva em ABA, recebendo treinamento teórico-prático e acompanhamento supervisionado.
Além do desenvolvimento de competências técnicas, o programa fortalece habilidades de trabalho em equipe e comunicação com as famílias, promovendo práticas éticas e humanizadas no atendimento. O treinamento parental também permite que os responsáveis aprendam a aplicar estratégias em casa, potencializando o desenvolvimento das crianças.
As atividades da residência ocorrem no Centro Especializado em Reabilitação (CER) Olho d’Água – Anexo TEA e no CER Cidade Operária, que são referências no atendimento a transtornos do neurodesenvolvimento. A atuação dos residentes contribui para a melhoria da assistência prestada à população maranhense, reafirmando o compromisso do estado com a inclusão social e a formação de profissionais qualificados.