A Proclamação da República no Brasil, ocorrida em 15 de novembro de 1889, foi marcada por um contexto de improviso e crise política. O historiador Boris Fausto destaca que, desde 1887, já havia discussões sobre a possibilidade de derrubar a monarquia.
No ano de 1889, um grupo de republicanos, incluindo figuras como Aristides Lobo e Quintino Bocaiúva, se reunia para debater a mudança de regime. A insatisfação com o governo do visconde de Ouro Preto crescia, levando a uma reunião secreta com o marechal Deodoro da Fonseca.
Convencido a liderar a mudança, Deodoro organizou um levante militar que cercou o Gabinete Ministerial, destituiu o visconde de Ouro Preto e o prendeu. O anúncio oficial da Proclamação da República foi feito por José do Patrocínio, vereador do Rio de Janeiro.
Embora Conde D’Eu tenha tentado resistir e o imperador buscado formar um novo gabinete, essas ações falharam. Com a queda da monarquia, D. Pedro II deixou de ser imperador, e um governo provisório republicano foi estabelecido. Em 17 de novembro de 1889, a família real deixou o Brasil em direção à Europa.