Pesquisadores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) publicaram um estudo inédito sobre o Forte São Luís, marco da capital maranhense, nos Anais do Museu Paulista, uma das revistas mais respeitadas em historiografia no Brasil.
O artigo intitulado “Do Forte à Avenida: transformações da cultura material no marco fundacional de São Luís (1612-2025)”, escrito pelo professor Érico Peixoto Araujo e pela arquiteta Ana Beatriz Pinheiro e Pinho, apresenta três mapas históricos inéditos que traçam a evolução do Forte desde sua fundação pelos franceses em 1612 até sua atual localização na Avenida Beira-Mar.
A pesquisa, que coincide com o aniversário de São Luís, oferece uma análise importante para aqueles interessados em patrimônio histórico e memória urbana. O estudo destaca como o Forte São Luís, que inicialmente serviu como uma fortificação militar, se transformou em um espaço urbano sem significado histórico para a população atual.
Construído em 1612, o Forte simbolizou a fundação da França Equinocial e, após ser tomado pelos portugueses, passou a ser utilizado para defender o território. Com o tempo, a fortificação influenciou o crescimento da cidade, mas atualmente se apresenta desfigurado, inserido na Avenida Beira-Mar.
Os autores ressaltam que intervenções ao longo dos anos, como o desarmamento em 1883 e a demolição do portão em 1886, transformaram o Forte em um “não lugar” urbano, cujos elementos muitas vezes passam despercebidos. A pesquisa se baseou em documentos históricos e relatos de historiadores para reviver a memória do Forte.
O artigo está disponível para leitura no periódico dos Anais do Museu Paulista e destaca a importância de reconhecer a história e a identidade dos lugares na construção da cidade contemporânea.