sábado, 17 de outubro de 2026
Postado emAgro, Anapurus

Quebradeiras de coco do Maranhão participam de treinamento sobre babaçu

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Quebradeiras de coco do Maranhão participam de treinamento sobre babaçu
Quebradeiras de coco do Maranhão participam de treinamento sobre babaçu

Seis representantes de associações de quebradeiras de coco babaçu do Maranhão participaram, nos dias 2 e 3 de setembro, de um treinamento sobre o processamento de derivados do babaçu na Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza (CE). O evento contou com a presença de quatro representantes da Embrapa Maranhão, incluindo novos contratados da área de Engenharia de Alimentos.

A capacitação foi parte do projeto “Inovação e tecnologias de impacto social para a cadeia de valor do babaçu na Amazônia Maranhense”, financiado pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Segundo a pesquisadora Guilhermina Cayres, a renovação das participantes nas agroindústrias demandou essa nova capacitação.

Durante o treinamento, foram apresentadas técnicas de produção de bebida vegetal e análogo de queijo à base de babaçu. A pesquisadora Selene Benevides destacou que as novas tecnologias abrem mercados para as famílias extrativistas, aumentando a competitividade das pequenas agroindústrias comunitárias e fortalecendo o desenvolvimento local.

O chefe de P&D da Embrapa Maranhão, Joaquim Costa, ressaltou a importância da troca de conhecimentos entre pesquisadores e quebradeiras de coco, enfatizando a construção participativa do conhecimento. A transição do extrativismo para o processamento de produtos tem gerado impactos positivos na renda e autoestima das mulheres envolvidas.

Antônia Vieira, vice-presidente da Associação Clube de Mães Lar de Maria, afirmou que o curso aprimorou as técnicas da agroindústria da entidade, que já produz diversos produtos. Ela destacou que a capacitação melhorou a qualidade das produções e, consequentemente, a renda da comunidade, onde cerca de 90% das pessoas dependem do babaçu.

Vanessa Fonseca, vice-presidente da Cooperativa Mista dos Agricultores do Vinagre, mencionou que a cooperativa já desenvolveu cerca de 35 itens à base de babaçu e acredita que a diversificação trará mais valor à matéria-prima, reduzindo a dependência do trabalho braçal.

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