Seis representantes de associações de quebradeiras de coco babaçu do Maranhão participaram, nos dias 2 e 3 de setembro, de um treinamento sobre o processamento de derivados do babaçu na Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza (CE). O evento contou com a presença de quatro representantes da Embrapa Maranhão, incluindo novos contratados da área de Engenharia de Alimentos.
A capacitação foi parte do projeto “Inovação e tecnologias de impacto social para a cadeia de valor do babaçu na Amazônia Maranhense”, financiado pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Segundo a pesquisadora Guilhermina Cayres, a renovação das participantes nas agroindústrias demandou essa nova capacitação.
Durante o treinamento, foram apresentadas técnicas de produção de bebida vegetal e análogo de queijo à base de babaçu. A pesquisadora Selene Benevides destacou que as novas tecnologias abrem mercados para as famílias extrativistas, aumentando a competitividade das pequenas agroindústrias comunitárias e fortalecendo o desenvolvimento local.
O chefe de P&D da Embrapa Maranhão, Joaquim Costa, ressaltou a importância da troca de conhecimentos entre pesquisadores e quebradeiras de coco, enfatizando a construção participativa do conhecimento. A transição do extrativismo para o processamento de produtos tem gerado impactos positivos na renda e autoestima das mulheres envolvidas.
Antônia Vieira, vice-presidente da Associação Clube de Mães Lar de Maria, afirmou que o curso aprimorou as técnicas da agroindústria da entidade, que já produz diversos produtos. Ela destacou que a capacitação melhorou a qualidade das produções e, consequentemente, a renda da comunidade, onde cerca de 90% das pessoas dependem do babaçu.
Vanessa Fonseca, vice-presidente da Cooperativa Mista dos Agricultores do Vinagre, mencionou que a cooperativa já desenvolveu cerca de 35 itens à base de babaçu e acredita que a diversificação trará mais valor à matéria-prima, reduzindo a dependência do trabalho braçal.