A Defensoria Pública de São José de Ribamar, em parceria com seu Núcleo Psicossocial, iniciou um cronograma de visitas a centros de acolhimento de usuários de drogas. O objetivo é criar um fluxo de atendimento preventivo que garanta direitos civis, promovendo a reabilitação voluntária e reduzindo pedidos de internação compulsória.
A internação forçada é uma alternativa frequentemente buscada por famílias em situação de desespero. Para oferecer uma solução mais humanizada, a Defensoria está celebrando Termos de Cooperação Técnica com instituições de acolhimento, assegurando que a permanência seja voluntária e que os residentes tenham acesso à assistência jurídica integral.
O projeto busca abordar um dos principais fatores que levam à evasão dos tratamentos: a ansiedade gerada por problemas externos. A Defensoria realiza atendimentos in loco para regularizar questões familiares e sociais, como divórcios e guarda de filhos.
A defensora pública Cláudia Isabele Damous destaca: ‘Nosso foco é proteger a liberdade e orientar as famílias, evitando a privação de liberdade. Quando as angústias jurídicas são resolvidas, a adesão ao tratamento voluntário aumenta.’ Além da assistência jurídica, a cooperação inclui rodas de conversa e atividades educativas para os acolhidos e as equipes de atendimento.
O projeto também articula com a Rede de Atenção Psicossocial, buscando integrar os residentes aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS AD) e Unidades Básicas de Saúde, garantindo um cuidado contínuo e multidisciplinar.