sábado, 31 de outubro de 2026
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Mesa redonda na Uema discute movimentos sociais na Baixada Maranhense

Mesa redonda na Uema discute movimentos sociais na Baixada Maranhense
Mesa redonda na Uema discute movimentos sociais na Baixada Maranhense
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A Universidade Estadual do Maranhão (Uema) promoveu, no dia 20 de junho, a mesa redonda “Movimentos Sociais na Baixada Maranhense: sujeitos coletivos, identidades e processos de mobilização” no Polo São Bento. O evento, parte da disciplina Movimentos Sociais do curso de Licenciatura em Ciências Sociais, foi coordenado pelo professor Dr. Filipe da Cunha Gomes e reuniu estudantes e representantes de organizações sociais da região.

O objetivo da atividade foi conectar o conhecimento acadêmico com as experiências de lideranças dos movimentos sociais locais. Os estudantes puderam relacionar teorias da Sociologia dos Movimentos Sociais com as práticas de comunidades tradicionais, movimentos quilombolas, organizações sindicais e grupos culturais.

Participaram da mesa redonda Dhamara Lobato e Francidalva Nascimento, da Associação de Mães Atípicas do Maranhão; Everaldo Pereira, de uma organização de fazedores de cultura; José Maria Pestana, do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar; e Maria Amélia e Daniele Melo, do movimento quilombola das comunidades Triângulo e Cruzeiro.

Os estudantes desempenharam um papel ativo na organização do evento, convidando os participantes e promovendo a integração entre a universidade e a comunidade. O professor Filipe ressaltou que a proposta surgiu da ideia de que o estudo dos movimentos sociais é mais enriquecedor quando se relaciona com as experiências práticas dos envolvidos.

Durante o encontro, foram compartilhadas experiências sobre defesa de direitos, preservação de identidades coletivas e os desafios enfrentados por diferentes grupos sociais na Baixada Maranhense. As discussões ajudaram os alunos a compreenderem como conceitos como identidade, reconhecimento e justiça social se manifestam na realidade local.

A acadêmica Jaciane de Jesus Costa Pacheco destacou a importância da atividade para sua formação, enfatizando a relevância de ouvir as vivências dos representantes dos movimentos sociais. Ela citou a fala de Francidalva Nascimento, que emocionou os presentes ao compartilhar sua trajetória como mãe de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seu desejo de apoiar outras famílias.

Jaciane concluiu que a experiência transformou sua percepção sobre a realidade das mães atípicas e reforçou seu compromisso com uma atuação profissional sensível às questões sociais.

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