VIANA
sábado, 31 de outubro de 2026
VIANA
Postado emViana

Uema promove intervenção pedagógica em Viana para fortalecer identidade quilombola

Uema promove intervenção pedagógica em Viana para fortalecer identidade quilombola
Uema promove intervenção pedagógica em Viana para fortalecer identidade quilombola
Publicidade

A valorização da identidade, da ancestralidade e da memória coletiva marcou o Momento Cultural de apresentação da Proposta de Intervenção Pedagógica desenvolvida por acadêmicos do curso de Licenciatura em Ciências Sociais do Programa Ensinar, Polo Viana.

A atividade teve como tema “Autores Negros e Educação Escolar Quilombola: a presença de autores negros no currículo escolar da Escola Municipal Estevam Corrêa, na Comunidade Quilombola Cajueiro, município de Viana – MA”. A ação integrou as atividades da disciplina Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) – Proposta Pedagógica e Proposta de Intervenção, sob orientação do professor Emanuel Farias, e foi realizada pelos acadêmicos Bruno Flávio Barros Rocha Gomes, Flávio Sampaio Mendes e Elinelma Salgado Lindoso.

O momento cultural aconteceu na manhã do dia 29 de junho de 2026, na Escola Municipal Estevam Corrêa, localizada na Comunidade Quilombola Cajueiro, no município de Viana (MA). A iniciativa teve como objetivo apresentar à comunidade a proposta de intervenção pedagógica construída a partir de uma pesquisa realizada no próprio território quilombola.

Durante o estudo, os acadêmicos identificaram que muitas crianças da comunidade ainda conheciam pouco sobre sua própria história, identidade, direitos e os conhecimentos ancestrais preservados pelos moradores mais antigos. Diante dessa realidade, foi elaborada uma cartilha educativa baseada nas histórias narradas pelos próprios membros da comunidade, buscando fortalecer a Educação Escolar Quilombola, preservar a memória coletiva, valorizar a ancestralidade e incentivar as novas gerações a conhecerem suas origens e manterem viva a cultura quilombola.

A programação contou com ampla participação dos estudantes da Escola Municipal Estevam Corrêa, que protagonizaram apresentações de coreografias, danças e outras manifestações culturais representativas da identidade quilombola. Além das apresentações, as crianças participaram de momentos de diálogo sobre a história da comunidade, conheceram a cartilha educativa e refletiram sobre a importância da ancestralidade, da identidade quilombola e dos direitos assegurados pela Educação Escolar Quilombola.

Para o professor, quilombola e acadêmico do curso de Educação Escolar Quilombola da UEMA, Campus São Bento, Raimundo Nonato Aroucha, a iniciativa representa um importante instrumento de fortalecimento da cultura local. “Enquanto professor e também estudante do curso de Educação Escolar Quilombola da UEMA, este dia foi muito prazeroso e extremamente significativo para todos nós, especialmente para as nossas crianças. Esta cartilha chega para contribuir com a conscientização da comunidade sobre a importância de conhecer sua própria história, valorizar seus direitos, fortalecer sua identidade e preservar sua cultura. Ela ajuda a manter viva a chama da resistência e da ancestralidade, permitindo que os conhecimentos deixados pelos nossos antepassados continuem sendo transmitidos às novas gerações. Quando nossas crianças conhecem suas raízes, elas desenvolvem orgulho de sua comunidade e compreendem que preservar a história do povo quilombola é também preservar sua própria identidade. Essa parceria entre a universidade e a comunidade demonstra que a educação é um caminho fundamental para fortalecer nossa cultura e garantir que ela permaneça viva para as futuras gerações.”

O impacto da ação também foi percebido pelos estudantes. O aluno João Miguel, da Escola Municipal Estevam Corrêa, destacou o aprendizado proporcionado pela atividade. “Eu gostei muito do que aconteceu hoje. Achei tudo muito legal. Gostei das apresentações, das danças e também da cartilha. Eu aprendi muitas coisas que eu não conhecia sobre o lugar onde eu moro. Gostei de ouvir as histórias que contaram pra gente e quero mostrar a cartilha lá em casa. Espero que tenha mais dias assim na escola, porque foi muito divertido e eu aprendi bastante.”

A atividade reforçou o compromisso da Universidade Estadual do Maranhão com uma formação acadêmica conectada às realidades sociais e culturais das comunidades onde atua. Ao aproximar universidade, escola e comunidade quilombola, a proposta contribuiu para a valorização dos saberes tradicionais, o fortalecimento da identidade étnico-racial e a promoção de uma educação comprometida com a inclusão, a diversidade e a preservação do patrimônio histórico e cultural.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
📬
Fique por dentro de Maranhão Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


    ← Anterior Receita Federal antecipa restituição para 80% dos contribuintes Próxima → Uema e Asserte lançam programa de estágio em Direito para Selo UNICEF