O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou, em 4 de agosto, uma Ação Civil Pública contra o ex-prefeito de Imperatriz, Assis Ramos, e a ex-primeira-dama Janaína Ramos, por atos de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.
As investigações revelaram um aumento patrimonial de pelo menos R$ 16.276.458,88 durante os mandatos de Assis, com a compra de imóveis, fazendas, veículos de luxo e movimentações financeiras significativas em espécie.
A ação requer o ressarcimento integral dos danos e a perda das funções públicas de Assis como delegado e de Janaína como deputada estadual. Outros envolvidos, incluindo empresas e ex-servidores, também fazem parte do processo.
As investigações começaram em 2019, após denúncias ao MPMA, e foram interrompidas por cinco anos devido a ações judiciais do ex-prefeito, sendo retomadas em 2025. Provas foram coletadas através de registros públicos, documentos fiscais e bancários, além de depoimentos de testemunhas.
Antes de ser prefeito, Assis declarou à Justiça Eleitoral possuir apenas um veículo. Durante seus mandatos, ele recebeu um salário líquido de aproximadamente R$ 15 mil, mas o MPMA identificou aquisições incompatíveis com essa renda, incluindo fazendas e uma mansão em Imperatriz.
A Ação também solicita, em caráter liminar, o afastamento de Assis e Janaína de seus cargos públicos, além da indisponibilidade de bens, incluindo imóveis e veículos de luxo.