A 3ª Vara de Pinheiro realizou três sessões do Tribunal do Júri nos dias 21, 22 e 23 de julho, presididas pelo juiz João Paulo de Sousa Oliveira. Ao todo, sete réus foram julgados, com condenações para Luís Fernando Pereira Pinheiro, os irmãos Wallisson, Maicon e Diones Martins França, e Ruan Marcelo Mendes Moraes.
O Poder Judiciário de Pinheiro, por meio da 3ª Vara, promoveu na última semana três sessões do Tribunal do Júri, nos dias 21, 22 e 23 de julho. Os julgamentos ocorreram no salão do júri do Fórum de Pinheiro e foram presididos pelo juiz João Paulo de Sousa Oliveira. Na primeira sessão, foram julgados Willian Mendes, Wilton César Pinheiro e Luís Fernando Pereira Pinheiro, acusados de crimes de homicídio e tentativa de homicídio. Willian e Wilton foram absolvidos pelo Conselho de Sentença, que decidiu pela condenação do réu Luís Fernando. Ele recebeu a pena definitiva de 36 anos e cinco meses de prisão.
Sobre o caso, foi apurado que os três homens teriam participado da morte de Mauro Azevedo Júnior e da tentativa de homicídio praticado contra Edielson dos Santos Araújo Costa. Os fatos ocorreram em 25 de julho de 2023 e os crimes foram praticados mediante uso de armas de fogo. Conforme a denúncia, as vítimas estavam em uma motocicleta, quando um homem, subitamente, teria apontado uma arma de fogo disparado algumas vezes, fazendo com que as vítimas caíssem da motocicleta. Edielson levantou-se e percebeu que Mauro havia sido atingido. Realizadas as investigações com o intuito de elucidar o referido crime, denúncias anônimas afirmaram que o acusado Luís Fernando seria o autor dos tiros, fato confirmado pela vítima Edielson.
Na segunda sessão, os réus foram os irmãos Wallisson da Conceição Martins França, Maicon Martins França e Diones de Jesus Martins França, acusados de homicídio triplamente qualificado que teve como vítima Gilvan Cardoso Serra, morto a golpes de facão, crime ocorrido em 28 de maio de 2017. De acordo com as investigações, os denunciados e a vítima tinham uma desavença antiga, quando Gilvan teria atingido um dos irmãos com uma faca e, por isso, foi jurado de morte.
De acordo com a denúncia, vítima e denunciados estavam ingerindo bebida alcoólica juntos, o que causou estranheza em quem presenciou a cena. Entretanto, após algum tempo, um dos irmãos teria iniciado o ataque a Gilvan, utilizando, para isso, um facão. Os outros dois teriam ficado observando, impedindo que terceiros interferissem, bem como dando suporte ao crime. Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença decidiu que os réus eram culpados. Cada um dos irmãos recebeu a pena de 22 anos de reclusão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.
Na última sessão de julgamento, o réu foi Ruan Marcelo Mendes Moraes, acusado de homicídio que vitimou Denilson Galvão Pinheiro, e ainda ter tentado matar Carlos Magno Amaral. De acordo com a denúncia, os fatos ocorreram em 22 de agosto de 2021, no povoado Paraíso, localidade da zona rural de Pinheiro. Foi apurado que estava acontecendo uma festa no bar do Gordo, de propriedade da mãe de Denílson. Após o evento chegar ao final, quando já não havia quase ninguém no local, um homem teria se aproximado e realizado um disparo de arma de fogo contra cabeça de Denílson, cena presenciada pela mãe da vítima.
Após o primeiro tiro, ela correu em direção ao assassino e implorou para que ele não atirasse mais em seu filho. Entretanto, o homem falou para ela se afastar, caso contrário, iria ser morta da mesma forma. Ao atirar mais algumas vezes na direção de Denílson, o homem atingiu um disparo na perna de Carlos Magno. Após o crime, populares apontaram Ruan Marcelo como sendo o autor dos disparos que mataram Denílson e atingiram Carlos Magno. Ao final da sessão de julgamento, o Conselho de Sentença decidiu que Ruan era culpado. Ele recebeu a pena definitiva de 29 anos e nove meses de prisão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.
Com essas três, já foram 17 sessões de julgamento realizadas somente em 2026 na unidade judicial.