domingo, 30 de agosto de 2026
Postado emPolítica, Timbiras

Projeto de lei cria programa de bolsas para instituições municipais de ensino superior

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Projeto de lei cria programa de bolsas para instituições municipais de ensino superior
Projeto de lei cria programa de bolsas para instituições municipais de ensino superior

Está em análise na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1416/26, que institui o Programa de Apoio às Instituições Municipais de Educação Superior (PRO-Imes). A proposta prevê a concessão de bolsas para estudantes de graduação, pesquisa, extensão e inovação, com prioridade para aqueles em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O programa tem como objetivo apoiar a permanência dos alunos nos cursos e a conclusão da graduação. As bolsas serão financiadas por meio de convênios com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

A aplicação dos recursos será fiscalizada pelo Ministério da Educação, com apoio da Comissão Nacional do PRO-Imes, que contará com representantes da pasta, da Associação Nacional de Instituições Municipais de Educação Superior (Animes), da União Nacional dos Estudantes e dos Conselhos Municipais de Educação dos municípios-sede das Imes.

O autor da proposta, deputado Pedro Uczai (PT-SC), argumenta que a Lei 12.881/13 concedeu às instituições municipais de direito privado acesso a programas federais, mas deixou de fora as instituições municipais de direito público. “O projeto visa a suprir essa lacuna legal e dotar a União de mecanismos de colaboração para com as Instituições Municipais de Ensino Superior”, afirmou.

Dados de 2023 citados na justificativa indicam a existência de 55 Imes, que oferecem cerca de 560 cursos de graduação para mais de 80 mil estudantes. Atualmente, essas instituições são reconhecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96). O projeto estabelece regras específicas para as Imes e as classifica como de direito público, garantindo autonomia administrativa, técnica e financeira em relação à gestão municipal, além de exigir gestão transparente e democrática, com órgãos colegiados que incluam representantes da comunidade institucional e local.

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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