domingo, 30 de agosto de 2026
Postado emPolítica, Timbiras

Projeto amplia medidas de contratação pós-calamidades climáticas

Projeto amplia medidas de contratação pós-calamidades climáticas
Projeto amplia medidas de contratação pós-calamidades climáticas
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O Projeto de Lei 2485/26, em análise na Câmara dos Deputados, amplia por até cinco anos as medidas excepcionais, como a dispensa de licitação, após o fim do reconhecimento federal de calamidades causadas por eventos climáticos extremos. O prazo poderá ser prorrogado pelo governo federal se os impactos estruturais e sociais persistirem.

A proposta beneficia municípios, estados e o Distrito Federal em casos de enchentes, deslizamentos, secas severas, tempestades, ciclones, queimadas ou outros eventos climáticos extremos, desde que a calamidade tenha sido reconhecida pelo governo federal.

Além da dispensa de licitação, o texto prevê a compra simplificada de equipamentos, materiais, sistemas e estruturas para prevenção, mitigação e resposta a futuros desastres, incluindo obras de contenção, drenagem, sistemas de monitoramento e alerta, e estruturas de proteção à população.

O autor da proposta, deputado Zucco (PL-RS), afirma que cidades do Rio Grande do Sul atingidas pelas enchentes de abril e maio de 2024 ainda enfrentam dificuldades para reconstruir pontes, estradas, escolas, hospitais, moradias e sistemas de drenagem. Para ele, regras mais flexíveis devem ser aplicadas não apenas durante a emergência, mas também na reconstrução e prevenção de novos desastres. “Não é razoável que o Poder Público disponha de mecanismos excepcionais apenas após a ocorrência da tragédia”, reforçou.

Atualmente, a Lei de Licitações já prevê contratação direta em situações emergenciais, e a Lei 14.981/24, criada após a calamidade no Rio Grande do Sul, permitiu dispensar licitação, reduzir prazos pela metade, flexibilizar documentos e adotar regras especiais de registro de preços.

O projeto também determina que as contratações feitas sob o regime excepcional sejam divulgadas na internet e permite que órgãos de controle estabeleçam orientações para fiscalização simplificada e preventiva, priorizando o acompanhamento das obras e serviços durante a execução.

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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