domingo, 30 de agosto de 2026
Postado emMaranhão, Política

FAMEM e Governo Federal discutem com municípios impactos do El Niño

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FAMEM e Governo Federal discutem com municípios impactos do El Niño
FAMEM e Governo Federal discutem com municípios impactos do El Niño

Nesta terça-feira (25), a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) e a Secretaria Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SEAF/SRI/PR) reuniram cerca de 100 participantes, entre prefeitos, gestores municipais e representantes de órgãos públicos, para discutir os efeitos climáticos do El Niño no Nordeste e seus desafios para a gestão pública municipal. O encontro ocorreu no Auditório Gervásio Santos (Plenarinho), na sede da Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA), em São Luís, de forma presencial e virtual.

O objetivo da reunião foi ampliar a preparação dos municípios maranhenses diante dos possíveis impactos associados ao fenômeno El Niño e às mudanças climáticas, fortalecendo o planejamento, o monitoramento de riscos e a capacidade de resposta das gestões municipais. Representantes do Governo Federal apresentaram ações e orientações relacionadas ao Painel El Niño, destacando a necessidade de articulação entre União, Estado e municípios para antecipar riscos e reduzir possíveis impactos.

De acordo com o gerente de Assuntos Federativos para a Região Nordeste da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Eliseu Pinheiro, a iniciativa busca aproximar o Governo Federal dos municípios e fortalecer a atuação conjunta diante dos desafios climáticos previstos para os próximos anos. “Sabemos que 2026 e 2027 serão anos bem especiais em relação ao clima e, no nosso Nordeste, a questão da estiagem, das secas e, em alguns municípios, a possibilidade de queimadas. O Governo Federal se preparou e já desenvolve várias ações junto aos municípios e ao Governo do Estado para minimizar os possíveis efeitos das mudanças climáticas”, destacou.

O presidente da FAMEM, Roberto Costa, ressaltou a importância da preparação antecipada dos municípios e da participação dos órgãos federais, estaduais e de controle no processo de acompanhamento dos possíveis impactos. “Esses acontecimentos surgem e acontecem diretamente dentro do município, onde a população vive. Nesse momento de preparação, caso haja necessidade de intervenções, elas podem ser inesperadas. Por isso, é necessário também que os órgãos de controle estejam vivenciando todo esse acompanhamento para saber exatamente das dificuldades que poderemos ter no futuro”, afirmou.

O superintendente do Ministério da Saúde no Maranhão, Alan Patrício, destacou que a iniciativa faz parte de uma estratégia nacional de coordenação para apoiar estados e municípios no enfrentamento das mudanças climáticas. “O Governo Federal está organizando um trabalho nacional para que a gente possa ter uma coordenação que apoie as gestões estaduais e municipais. A FAMEM é uma grande parceira desse trabalho em função da coordenação que faz junto aos municípios”, explicou.

Durante o encontro, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Paulo Matos, destacou a importância da atuação conjunta entre os diferentes setores da sociedade e do poder público para enfrentar os impactos climáticos. Segundo ele, o Governo do Maranhão adotará medidas relacionadas ao período de queimadas, com decreto do governador Carlos Brandão estabelecendo o fim das queimadas a partir de 1º de setembro até 31 de janeiro.

Entre os gestores municipais presentes, o prefeito de Alto Parnaíba, Rubens Sussumu, destacou a importância da discussão para municípios com forte atividade agrícola. “Nossa região é muito agrícola, e eu também sou agricultor. Fiquei muito satisfeito porque, pela primeira vez, vejo tanto o Governo Estadual quanto o Governo Federal se preocupando com essa questão climática. Viemos aqui para esclarecer os possíveis acontecimentos e os efeitos que podemos sentir”, afirmou.

A reunião reforçou a importância da integração entre os governos federal, estadual e municipal na preparação para possíveis eventos climáticos, ampliando o acesso dos municípios a informações técnicas, fortalecendo ações preventivas e garantindo maior capacidade de resposta diante de situações de emergência.

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