A Justiça do Maranhão confirmou a prisão preventiva do empresário Marcelo Ramalho de Oliveira, investigado por sonegação fiscal, em decisão proferida em 7 de agosto. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), através do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf).
Os danos ao erário estadual ultrapassam R$ 18,3 milhões, resultantes da suposta omissão no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e da utilização de créditos tributários irregulares. Marcelo e seu irmão, Maurílio Ramalho de Oliveira, são sócios da empresa MAV Comércio e Transportes Ltda.
A denúncia, apresentada em 25 de fevereiro deste ano pelo promotor Giovanni Papini Cavalcanti Moreira, levou à decretação da prisão preventiva em 30 de junho de 2026, após a primeira decisão ter sido indeferida. A gravidade dos crimes e a conduta evasiva dos investigados foram fatores determinantes para a nova decisão judicial.
Embora a prisão de Maurílio tenha sido substituída por medidas cautelares devido à sua colaboração premiada com a Polícia Federal, o pedido de extensão dessa decisão a Marcelo foi negado pelo Judiciário. A Justiça também afastou a monitoração eletrônica de Maurílio, considerando-a desproporcional, mas alertou que o descumprimento de quaisquer medidas poderá resultar na reativação da prisão preventiva.