domingo, 30 de agosto de 2026
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Conectando Leituras discute literatura indígena e ancestralidade

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Conectando Leituras discute literatura indígena e ancestralidade
Conectando Leituras discute literatura indígena e ancestralidade

A Escola Superior da Magistratura do Maranhão (ESMAM), através da Biblioteca Madalena Serejo, realizou na quarta-feira (26) a nona edição do projeto Conectando Leituras. O encontro, que celebrou o Dia Internacional dos Povos Indígenas, focou na literatura indígena contemporânea, com a obra ‘Futuro Ancestral’, do escritor Ailton Krenak, como tema central.

A escolha do livro foi feita pelos participantes por meio de votação eletrônica. Além de ‘Futuro Ancestral’, foram selecionados outros dois títulos: ‘Originárias: Uma antologia feminina de literatura indígena’, organizada por Trudruá Dorrico e Mauricio Negro, e ‘Memórias do cacique’, de Raoni Metuktire. O objetivo do evento foi promover discussões sobre cultura, identidade, memória e ancestralidade.

Thiago Ramos, um dos participantes, destacou a importância do projeto. ‘A experiência foi excelente. O projeto quebra a rotina ao tirar a leitura do automático’, afirmou. Ele também elogiou a escolha de Krenak, autor que admira. ‘Com certeza estarei nos próximos encontros’, acrescentou.

A bibliotecária Jakelina Portugal enfatizou a relevância das trocas de ideias durante os encontros. ‘Ler e depois conversar sobre a obra complementa a própria leitura’, disse. ‘Cada pessoa apresenta um olhar diferente, e isso é muito enriquecedor’.

‘Futuro Ancestral’ reúne crônicas de Krenak, escritas entre 2020 e 2021, e aborda desafios contemporâneos, especialmente a crise ambiental, valorizando os conhecimentos ancestrais. O autor, que se tornou o primeiro escritor indígena na Academia Brasileira de Letras em 2023, traz reflexões pertinentes ao tema.

O projeto Conectando Leituras, criado em março de 2025, visa incentivar a leitura e promover diálogos sobre questões sociais e culturais. Os encontros ocorrem a cada dois meses, em formato híbrido, e as obras são escolhidas democraticamente pelos participantes. A mediação é feita pela bibliotecária Manoelle Santos, com apoio de suas colegas.

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